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Noticias 30/04/2026 18:45 5 min de leitura
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Fundação Hemominas promoveu, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e o Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais, a capacitação “Saúde Bucal em Doença Falciforme e Coagulopatias Hereditárias”, com o objetivo de qualificar profissionais da rede pública para o acolhimento e atendimento dessas pessoas.

 

Voltado a integrantes das equipes de saúde bucal, o evento foi realizado na manhã desta sexta-feira, 30/04, no auditório do Hospital da Polícia Militar, reunindo cerca de 300 participantes entre presencial e virtual. “A iniciativa reforça o compromisso do Governo de Minas com a qualificação contínua dos profissionais e a ampliação do cuidado integral às pessoas com doença falciforme e coagulopatias hereditárias”, afirma a hematologista e assessora dos ambulatórios da Hemominas, dra. Patrícia Cardoso. Durante a abertura, o subdiretor-geral do Hospital Militar, major Marcoline, destacou a importância da parceria e da disponibilização do espaço para a realização do curso.

 

A programação contou com palestras e discussões conduzidas por especialistas da área. Dra. Patrícia Cardoso apresentou uma visão geral sobre a doença falciforme e as coagulopatias hereditárias, destacando a relevância do diagnóstico e do acompanhamento adequado dos pacientes. “O Brasil possui uma das maiores populações cadastradas com coagulopatias hereditárias no mundo, com mais de 14 mil pacientes com hemofilia registrados. Em Minas Gerais, já são mais de mil casos acompanhados. Ainda assim, sabemos que há subdiagnóstico, especialmente nas formas mais leves, o que reforça a importância de ampliar o acesso ao diagnóstico e à informação”, explicou.

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Um destaque foi a apresentação da coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), dra. Jaqueline Silva, que detalhou o fluxo de encaminhamentos e a organização da Rede de Atenção à Saúde Bucal. Ela enfatizou o papel da Atenção Primária como porta de entrada e coordenadora do cuidado, além da necessidade de uma abordagem transdisciplinar. Também chamou atenção para a importância de garantir equidade no acesso, especialmente considerando que a doença falciforme atinge majoritariamente a população negra, o que exige enfrentamento das desigualdades estruturais. “Estamos nos organizando e até o final desse ano estaremos bem mais estruturados do que agora. Teremos protocolos para todos os tipos de atendimentos e vamos prestar o apoio institucional necessário a todos vocês”, compromete-se.

A cirurgiã-dentista do Hemocentro Regional de Uberlândia, dra. Liliana Ferreira, abordou o atendimento odontológico aos pacientes com doença falciforme e coagulopatias hereditárias, destacando a necessidade de desmistificar o medo que ainda existe entre os profissionais. “Precisamos garantir o acesso ao serviço odontológico e refletir sobre o que causa a insegurança no atendimento e o que é necessário para tratar esses pacientes com segurança”, provocou.

Com mais de 40 anos de atuação na Hemominas, o médico cirurgião e dentista dr. Paulo Martins compartilhou sua experiência sobre o uso da cola de fibrina. Ele ressaltou que é fundamental desconstruir conceitos equivocados. “O paciente hemofílico não sangra mais, ele sangra por mais tempo. O acompanhamento hematológico no pré e pós-operatório é essencial. Precisamos perder o medo e investir na prevenção”, explica.

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A cirurgiã-dentista Ana Flávia Timóteo, do Hospital Municipal de Sete Lagoas, trouxe relatos práticos e discussão de casos. Atuando há 13 anos com pacientes do hemonúcleo local, ela destacou a importância da identificação correta dos pacientes e da parceria entre municípios e Hemominas para garantir o encaminhamento adequado. “Muitos não se identificam como pacientes hematológicos ao procurarem atendimento e acabam tendo complicações tardias”, alertou.

A médica pediatra Miriam Wanderley, que atua na Central de Regulação da Regional Centro-Sul, reforçou a necessidade de ampliar a busca ativa e o acompanhamento dos pacientes. Segundo ela, muitos ainda não estão devidamente inseridos na rede de atenção básica, o que compromete o cuidado integral. “Esses pacientes estão, muitas vezes, invisíveis no sistema. Precisamos fortalecer o trabalho em equipe e garantir que a informação chegue até a ponta”, afirmou.

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Já a cirurgiã-dentista Tatiana Resende, da coordenação de Saúde Bucal de Lagoa Santa, participou da capacitação e destacou a relevância da temática: “A qualificação precisa ser contínua. O curso trouxe mais segurança e clareza sobre como conduzir os atendimentos e encaminhamentos”, opinou.

Gestor Responsável: Assessoria de Comunicação Social

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