Atendimento ambulatorial
A Fundação Hemominas é referência para o diagnóstico e tratamento de pacientes portadores de coagulopatias (alteração na coagulação do sangue - as mais comuns são a hemofilia e doença de von Willebrand) e hemoglobinopatias (doença genética do sangue com alteração na hemoglobina - a mais comum é a doença falciforme) no estado de Minas Gerais.
Criada em 1985, em parceria com o Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais e UFMG, suas finalidades básicas remetem à conscientização da população sobre a importância de doação voluntária de sangue, à proteção à saúde do doador; à produção de hemocomponentes seguros, ao atendimento a pessoas com doenças hematológicas e ao desenvolvimento de pesquisa e ensino.
A partir de 1987, teve início o programa de interiorização e, atualmente, 22 unidades regionais integram a rede Hemominas. As que oferecem atendimento aos portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias são: Belo Horizonte, Montes Claros, Governador Valadares, Divinópolis, Sete Lagoas, Juiz de Fora, Pouso Alegre, Patos de Minas, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu e Diamantina.
As unidades que atendem exclusivamente os portadores de coagulopatias hereditárias são: Ponte Nova, Ituiutaba, São João del-Rei e Passos.
Em decorrência dessas patologias serem de evolução crônica e das sequelas físicas que podem acarretar, o atendimento requer uma equipe multiprofissional (hematologista, clínico geral, infectologista, ortopedista, fisiatra, fisioterapeutas, assistente social, psicólogo, pedagogo, enfermeira, dentista, farmacêutica, dentre outros). A disponibilidade desses profissionais varia de unidade para unidade e, muitas vezes, o atendimento é realizado em parceria com as secretarias de saúde municipal ou estadual e centros universitários.
Atualmente, estão em acompanhamento na Fundação Hemominas cerca de 6 mil pacientes com hemoglobinopatias (entre as quais predominam as doenças falciformes) e mais de 1.600 com coagulopatias hereditárias.
A se destacar na área ambulatorial, o início do atendimento a pacientes com hemoglobinopatias, em 1991, o início do uso de concentrado de fator para os pacientes de coagulopatias, bem como o da cola de fibrina (curativos bioativos que interagem com a pele e criam um procedimento de cicatrização natural) para cirurgias odontológicas em coagulopatas.
Tipos de tratamentos
- Hemofilias
- Doença de von Willebrand
- Outras coagulopatias hereditárias
- Diagnóstico, acompanhamento multidisciplinar, profilaxias e tratamento das complicações e reposição dos fatores de coagulação.
O atendimento na Fundação Hemominas é realizado por meio de protocolo de tratamento baseado em manuais de órgãos federais da área da saúde e da Federação Mundial de Hemofilia. Para melhor acompanhamento, os pacientes são periodicamente submetidos à avaliação laboratorial, médica, odontológica e fisiátrica. O tratamento é baseado na reposição do fator de coagulação deficiente, administrado através dos concentrados liofilizados em cada ocorrência de sangramento. Esses concentrados são provenientes de vários doadores de sangue e submetidos a processo industrial para tornar inativos certos vírus transmissores de doenças. Eles são disponibilizados pela União a todos os pacientes do país.
Programa de Dose Domiciliar
A eficácia da terapêutica no episódio hemorrágico em pacientes com hemofilia depende do acesso imediato ao concentrado de fator, o que abrevia o sangramento e a extensão do dano tissular. Além do mais, sabe-se que a terapia de reposição empregada no inicio do sangramento reduz a quantidade de fator necessária ao controle do quadro hemorrágico. No Brasil, o tratamento da hemofilia tem sido realizado em centros especializados, normalmente distantes da residência do paciente, na forma de tratamento sob demanda (administração de fator coagulante em ambiente hospitalar/ambulatorial, na vigência de sangramento). Este fato cria a necessidade de locomoção do hemofílico ate o centro de tratamento para inicio da terapia, enquanto a hemorragia prossegue e amplia seus danos.
A terapia domiciliar, definida como a injeção intravenosa de concentrado de fator fora do ambiente hospitalar sem a supervisão médica direta, foi primeiramente descrita em 1970. A terapia domiciliar obteve grande aceitação pela comunidade de pacientes com hemofilia e o reconhecimento da Federação Mundial de Hemofilia (FMH), com a ressalva de que o programa seria um integrante adicional ao tratamento multidisciplinar do paciente com hemofilia.
O Programa de Dose Domiciliar visa a oferecer aos pacientes com hemofilia concentrado de fator para autoinfusão domiciliar, suficiente para elevar o nível plasmático do fator deficiente a 20%─30%. Esta terapia permite, além do tratamento precoce do evento hemorrágico, a redução do estresse relacionado à necessidade de locomoção até o serviço específico e a participação ativa do paciente no seu tratamento. Os critérios de elegibilidade para o programa são:
- Ser cadastrado no serviço de hemofilia.
- Ter diagnóstico de hemofilia comprovado laboratorialmente e não apresentar anticoagulante circulante (inibidor).
- A liberação de CCP ou CCPa para pacientes com inibidor deverá ser decidido entre a equipe médica e o paciente. Pacientes que apresentam reações alérgicas a esse(s) produto(s) são desaconselhados a participar do programa.
- Estar de acordo com as regras estabelecidas pelo programa.
- Ser submetido ao treinamento adequado para a autoinfusão ou apresentar um adulto responsável que se disponha a ser treinado para a aplicação do fator.
- Possuir conhecimento de sua doença assim como do tratamento.
- Poder contar com estrutura adequada (no domicilio ou na unidade de saúde) para armazenamento, transporte e retorno do material utilizado ao serviço, para descarte em lixo hospitalar.
- Manter seus controles clínicos e laboratoriais de acordo com a rotina do serviço.
- Não apresentar reação alérgica ao medicamento.
Referência: Manual de tratamento das Coagulopatias Hereditárias /Ministério da Saúde Secretaria de Atenção à Saúde/Departamento de Atenção Especializada.
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- Doenças falciformes
- Talassemias
- Outras hemoglobinopatias
Consultas de infectologia aos pacientes cadastrados
Consultas ao doador inapto temporário (com anemia)
Transfusões ambulatoriais
Horário de funcionamento dos ambulatórios
Belo Horizonte
Em sua maioria, os pacientes do ambulatório de Belo Horizonte são da região metropolitana, mas há casos de pacientes encaminhados por outros hemocentros e até de cidades fora do estado de Minas Gerais. O paciente só é atendido no ambulatório após ter o seu encaminhamento médico e resultados de exames avaliados pelo médico hematologista da unidade. O ambulatório, em Belo Horizonte, funciona, de segunda a sexta-feira, de 7h as 21h; aos sábados, domingos e feriados de 7h as 18h. Após esses horários, os pacientes são atendidos no Hospital João XXIII (Pronto Socorro).
A equipe ambulatorial conta com médicos hematologistas, neurologista, ortopedista, fisiatra e infectologista; assistentes sociais; psicólogos; farmacêutica; enfermeiras, fisioterapeutas; dentistas; pedagogos; auxiliares administrativos e técnicos de enfermagem. Todo o atendimento assistencial é baseado em protocolos ou manuais de tratamento, elaborados por profissionais especializados.
Atendimento
Pacientes com hemoglobinopatias e coagulopatias em consultas agendadas: segunda a sexta-feira, das 7h às 21h
Atendimento de urgência para pacientes com coagulopatias:
segunda a sexta-feira das 7h às 21h
sábados, domingos e feriados, das 7h às 18h
Distribuição de hemocomponentes: 24 horas
Tel.: (31) 3248-4596
Diamantina
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 7h às 18h
Tel.: (38) 3532-1350
Divinópolis
Atendimento a pacientes agendados e transfusões: segunda a sexta-feira, das 7h às 12h
Tel.: (37) 3216-6528
Governador Valadares
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h
Tel.: (33) 3212-5800
Ituiutaba
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h e das 14h às 15h30
Tel.: (34) 3261-3555 / 3269-0005
Juiz de Fora
Atendimento a pacientes : segunda a sexta-feira, das 7h às 8h
Tel.: (32) 3257-3126
Manhuaçu
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira das 7h30 às 12h (atendimento ambulatorial na unidade). Após às12 h, em feriados e finais de semana, o atendimento é realizado através do Serviço de Orientação Médica (SOM), com encaminhamento para o Pronto Atendimento Médico Municipal (PAM)
Atendimento às agências e assistências transfusionais
Plantão 24 horas e Serviço de Orientação Médica
Tel.: (33) 3331-1021
Montes Claros
Atendimento a pacientes:
Segunda-feira, das 8h às 12h e das 14h às 16h
Terça a sexta-feira, das 7h às 16h
Tel.: (38)3218-7833
Passos
Atendimento a pacientes com coagulopatias: 24 horas
Tel.:(35) 3522-4202
Patos de Minas
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 7h às 13h
Tel.: (34) 3822-9646
Ponte Nova
Atendimento a pacientes:
Hematológicos (para transfusão): segunda a sexta-feira, das 7h às 11h
Hemofílicos: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h
Urgência: plantão de 24 horas
Atendimento às Agências Transfusionais e Assistências Hemoterápicas: plantão 24 horas
Tel.: (31) 3817-3212
Pouso Alegre
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h
Tel.: (35)3449-9910
São João del-Rei
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 7h às 13h
Coagulopatias: plantão de 24 horas
Tel.: (32) 3371-3389 / 3373-0175 / 3372-6487
Sete Lagoas
Atendimento a pacientes com coagulopatias e hemoglobinopatias: segunda a sexta-feira, de 8h as 12h
Tel.: (31) 3774-5074
Uberaba
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 7h às 17h
Tel.: (34) 3312-5077
Uberlândia
Atendimento a pacientes: segunda a sexta-feira, das 7h às 17h
Tel.: (34) 3222-8801