A Fundação Hemominas tem o dever de trabalhar para preservar a saúde dos candidatos à doação e também a dos pacientes que irão receber a transfusão. Para isso, ela segue a Portaria MS nº 1.353, do Ministério da Saúde (MS), que define o regulamento técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo a coleta, processamento, testagem, armazenamento, transporte, controle de qualidade e uso humano de sangue e seus componentes. Os doadores são selecionados de acordo com as leis vigentes recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), observando-se as normas de segurança estabelecidas com base em vários estudos.
A doação não traz nenhum prejuízo ou risco para quem a realiza. A triagem clínica é rigorosa e o candidato só doa sangue se estiver em boas condições de saúde. As informações prestadas são mantidas em rigoroso sigilo e são de fundamental importância para a boa qualidade do sangue que será transfundido nos pacientes. O material utilizado é descartável e não há risco de contrair doenças durante o procedimento. A cada doação há uma nova avaliação clínica e o sangue é submetido a rigorosos testes laboratoriais. Os equipamentos são de última geração, os profissionais recebem treinamentos constantes.
Doar sangue não dói... a picada da agulha incomoda só um pouquinho. São tirados cerca de 450 ml de sangue, procedimento que demora poucos minutos. O volume colhido não faz falta ao doador e o organismo se encarrega, rapidamente, de sua reposição. Também não é verdade que a doação aumenta o volume sanguíneo, engrossa ou afina o sangue, a pessoa engorda ou emagrece, quem doa uma vez tem que doar sempre etc.
O que faz mal é não doar!
E o melhor: os mais de oito mil pacientes assistidos diretamente pela Rede Hemominas, em todo o estado, além dos atendidos via estabelecimentos de saúde, agradecem.
Só doa quem tem a veia... da solidariedade
Sangue é um “remédio” diferente dos outros: não se fabrica em laboratórios, não se compra em farmácia - somente pode ser obtido por meio de doação de um ser humano a outro. E para ter sangue em estoque é preciso tocar a sensibilidade e a solidariedade humanas. A todo instante, pessoas sofrem acidentes, necessitam de cirurgias de urgência, de transplantes etc. Além disso, alguns pacientes - como os portadores de anemias falciformes, hemofilia e outras doenças crônicas - precisam, constantemente, de receber transfusão de sangue e hemocomponentes.
Por isso, a Hemominas investe em estratégias de captação de doadores, mobilizando a população para que incorpore a doação de sangue de forma consciente e habitual. Mesmo porque, principalmente em períodos críticos como feriados de Natal, carnaval, entre outros, o estoque de sangue baixa e é preciso que as doações aconteçam regularmente para que a instituição possa atender às demandas com tranquilidade. Em Minas, 2% da população doam sangue. Atualmente, a Hemominas é responsável por cerca de 91% do sangue transfundido no estado e contabiliza cerca de 23.000 doações efetivas de sangue/mês.
O hábito de doar sangue requer responsabilidade, compromisso e, principalmente, solidariedade – qualidades que já nascem com a pessoa ou que podem ser cultivadas desde a infância e mesmo despertadas pelo exemplo alheio. Ou quando a necessidade bate à porta. O ato traz benefícios para todos: hospitais, pacientes, Hemominas e sociedade, além de dar mais segurança ao cidadão que, a qualquer momento, pode necessitar do procedimento transfusional. E quem não pode doar, também pode dar sua contribuição, conscientizando outras pessoas sobre a importância e necessidade desse grande gesto.
Como diz o ditado: fazer o bem sem olhar a quem!