|
Desenvolver uma cultura gerencial focada em resultados
e voltada para o cidadão é o principal desafio enfrentado pelas
organizações públicas neste século.
Promover a transformação de um modelo de gestão
pública burocrática com resquícios patrimonialistas, controles
estabelecidos a priori, hierarquia funcional, formalismo e impessoalidade,
para um modelo gerencial que contempla o cidadão como cliente do serviço,
razão de ser da organização, que adote formas flexíveis de gestão,
horizontalização de estruturas, descentralização de funções e incentivos à
criatividade representa um processo de ruptura de longo curso e muito
trabalho.
As mudanças descritas acima são de estrutura e
mentalidade, o que não é tão simples, porém são transformações
necessárias, e isto é fato. Frente a um cenário de restrições e
impossibilidade de recursos fáceis, com o crescente confronto de
interesses em todos os níveis e com a sociedade cada vez mais exigente, a
via de acesso para a sobrevivência é a competência para mediar interesses,
gerir a escassez e gerar resultados condizentes com as expectativas das
partes interessadas.
A
cultura organizacional da Fundação Hemominas sempre foi marcada pela
preocupação e busca da excelência – devido aos altos riscos que uma
transfusão de sangue pode trazer a uma pessoa, se não for assegurado o uso
de hemocomponentes e procedimentos com qualidade, e, principalmente devido
à visão profissional de suas lideranças e servidores – razão pela qual, ao
longo da sua história, inúmeras iniciativas, projetos e programas foram
implementados.
O Programa da Qualidade da Fundação Hemominas,
enquanto projeto, foi apresentado à alta administração no final de 2002,
após solicitação da Presidência. Tratava-se de uma proposta de
institucionalização da busca pela Administração Pública Gerencial através
do desenvolvimento do Modelo de Excelência em Gestão Pública baseado nos
sete critérios de excelência preconizados pelo Programa de Qualidade do
Serviço Público (PQSP) e da implantação do Sistema Técnico Normativo de
Garantia da Qualidade propagado pela ONA (Organização Nacional de
Acreditação), em todas as 22 unidades da Hemominas e a administração
central.
O
Desafio constituía-se na formulação de um programa que pudesse ser
compreendido e aceito pela rede Hemominas, não como mais um programa de
mudanças, mais um “modismo organizacional”, mas como uma via de acesso
alternativa para profissionalização da gestão pública, para simplificação
de rotinas e procedimentos e, principalmente, para garantir ainda mais a
satisfação do cidadão, usuário dos serviços, seja na condição de doador de
sangue, seja na condição de paciente ou na condição de Instituição
Hospitalar conveniada.
|