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Destaques
Doação de sangue: 16 e 17 anos e maiores de 60
Doação de sangue: grupos e caravanas
Atestado de Doação
Acontece

Jornal Hemominas

Informações sobre doação de sangue
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Doação de sangue
 
 
 
Critérios gerais de doação
 
Qualquer pessoa pode doar sangue?
Para doar sangue a pessoa necessita ter e estar com boa saúde. O candidato à doação de sangue passa por uma avaliação detalhada sobre seu passado de doenças, sinais e sintomas atuais, comportamento sexual e social. Assim, algumas situações, mesmo controladas, podem impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue. Em caso de qualquer impedimento não há motivo para constrangimento. Se o impedimento for temporário, é só seguir as orientações do triagista e retornar após o prazo solicitado para candidatar-se novamente à doação. Mas, mesmo as pessoas definitivamente inaptas podem contribuir captando novos doadores e disseminando informações sobre a doação.
 
Por que são feitas tantas perguntas para avaliar a doação de sangue?
Porque a doação de sangue, apesar de salvar vidas, pode também transmitir várias doenças a quem recebe o sangue. Os exames para verificar se o doador está com alguma doença não são absolutamente capazes de detectá-la. Por exemplo, a maioria dos exames mede a quantidade de anticorpos (defesa formada pelo corpo na presença de uma infecção) no organismo, mas para que o exame consiga detectar a presença da doença, é necessário que estes anticorpos tenham atingido um determinado valor no sangue. Assim, se uma pessoa adquiriu uma doença há pouco tempo, pode ser que o exame dê resultado negativo, mesmo ela estando infectada. O tempo transcorrido entre a pessoa adquirir uma doença e o exame conseguir identificá-la é conhecido como janela imunológica. Algumas das doenças transmitidas pelo sangue possuem um tempo de janela bastante grande e é por isso que algumas situações impedem a doação por um tempo longo.
 
Por que é preciso repetir todos os procedimentos a cada doação?
Os dados de cadastro devem ser conferidos a cada doação para garantir a possibilidade de contato com o doador, em caso de necessidade de repetição de exames, por exemplo. As perguntas da triagem clínica devem ser todas repetidas para afastar a possibilidade de qualquer alteração, por menor que seja). Nada impede que uma pessoa tenha apresentado uma nova doença, sintomas não esclarecidos ou mesmo ter sido exposta a uma situação de risco, até então não observada, em um prazo de 60 dias. Vale lembrar que todos estes procedimentos são garantia de segurança, tanto para o doador quanto para o receptor do sangue doado.
 
Por que é exigida a apresentação de documento oficial original?
A legislação em vigor exige a apresentação de documento oficial para garantir a autenticidade do cadastro do doador e a segurança de ambos, doador e receptor. Esta exigência visa coibir a apresentação de documentos falsos por parte de pessoas inescrupulosas. Uma doação nessa situação pode trazer riscos aos receptores, uma vez que quem comete uma fraude para realizar a doação pode, também, omitir exposições a situações de risco que favoreçam a aquisição de doenças transmissíveis pelo sangue; essas pessoas podem doar em período de janela imunológica (quando o exame do sangue não é capaz de identificar a presença da doença) e transmitir uma doença ao receptor. Ao mesmo tempo, a doação com documentos falsos poderá dificultar ou impedir que o legítimo proprietário daquele documento venha a realizar novas doações, já que a presença de exames alterados para doenças infecciosas pode impedir a doação de sangue em definitivo.  
 
Pode-se doar para fazer exames?
Se a pessoa está sentindo algo diferente ou passou por alguma situação considerada de risco quanto a transmissão de doenças, a primeira conduta a ser tomada é procurar um médico. Somente ele, em uma consulta, poderá avaliar os sintomas ou receios para verificar se são necessários exames complementares ou apenas acompanhamento. Além disso, pode haver a necessidade de a pessoa demandar exames que não são feitos no sangue doado. Não se deve doar sangue para fazer exames. É bom lembrar que o objetivo da doação de sangue é salvar vidas, mas deve-se proteger o paciente para que ele não adquira outra doença na transfusão.
 
Por que existe limite de idade para doar sangue?
A idade mínima está relacionada à maioridade legal, quando o cidadão passa a ser o responsável sobre seus atos. A idade máxima relaciona-se a uma maior probabilidade de possuir doenças que possam interferir negativamente na doação de sangue, principalmente sob o aspecto de segurança do doador. Cabe ressaltar que, com a Portaria nº 1.353, de 13.06.2011, do Ministério da Saúde, as idades mínima e máxima para doar sangue foram alteradas, abrangendo, agora, pessoas entre 16 e 67 anos. Mas, atenção: se o candidato à doação de sangue tem entre 16 e 17 ou mais de 60 anos, é  importante conhecer as Normas e documentos necessários para doação de sangue.  
Posso doar sangue mesmo sem ter o peso mínimo (50 kg) recomendado?
 A Fundação Hemominas não dispõe de condições para coletar sangue de pessoas com peso inferior a 50 kg. O volume de sangue total a ser coletado é diretamente relacionado ao peso do doador. Para os homens, não pode exceder a 9ml / kg peso e, para as mulheres, a 8ml / kg peso. O anticoagulante presente na bolsa de coleta liga-se ao sangue impedindo que este coagule. A Fundação Hemominas utiliza uma bolsa cujo volume de anticoagulante é padronizado para um mínimo de 400ml de sangue, o que impede a coleta de volumes inferiores provenientes de doadores de mais baixo peso. Existem outros centros de coleta em Belo Horizonte, nos quais você poderá se informar sobre as condições próprias de coleta. Vale lembrar que tão importante quanto a doação é a educação para a doação. Ao convencer outras pessoas sobre a importância do sangue e sensibizá-las para a doação, promove-se uma grande transformação em nossa sociedade, com mudanças significativas e duradouras no que se refere à saúde e à segurança de todos.

Pode-se doar apresentando sintomas leves de doenças comuns como resfriado, por exemplo?
O candidato à doação deve comparecer em condições plenas de saúde. Assim, se estiver apresentando qualquer sintoma, mesmo que leve, deverá aguardar a melhora para então procurar uma unidade de coleta. Lembrando que a doação é um gesto que permite salvar vidas, mas que não deve e não pode prejudicar a saúde do doador. Para informações sobre quanto tempo aguardar para realizar a doação após apresentar determinados sintomas/doenças, consultar a seção Condições para doar sangue.
 
Por que é preciso estar com peso estável para doar sangue?
Porque o candidato à doação deve se encontrar em boas condições nutricionais, a fim de que seu organismo possa responder adequada e prontamente à doação de sangue. O sangue doado é rapidamente reposto, a partir das reservas de líquido, vitaminas e minerais de seu corpo.
 
Existe limite de temperatura para doar sangue?
O doador deve estar sem febre, uma vez que esta pode estar relacionada a alguma doença infecciosa passível de transmissão pelo sangue ao receptor. A temperatura será aferida no momento da triagem e não poderá exceder 37° C.
 
Pode-se doar sangue se estiver com o pulso acelerado ou lento?
Os batimentos cardíacos/pulso serão avaliados pelo triagista. Devem ser regulares e estar entre 60 e 100 batimentos por minuto. Fora destes limites apenas a critério médico haverá liberação para doação. Este critério visa à proteção do doador, uma vez que fora destes limites a chance do doador se sentir mal aumenta.
 
Pode-se doar sangue com a pressão alta ou baixa?
Portadores de hipertensão arterial crônica, desde que com a pressão arterial controlada, em uso de um único medicamento que não contraindique por si a doação e sem alterações de órgão alvo (p.ex.: coração, rins), poderão doar sangue. Assim, para que possa doar, será necessário solicitar ao seu médico assistente um relatório informando sobre suas condições clínicas, tratamento e o acompanhamento realizado. No dia da doação, a pressão sistólica (máxima) deverá estar abaixo de 140 mmHg e a pressão diastólica (mínima) abaixo de 90 mmHg para o procedimento ser autorizado.
Se a pressão do doador costuma ser mais baixa, isso não impede a doação de sangue; ela será avaliada pelo médico antes do procedimento.
Para pessoas sem história de hipertensão arterial, a pressão sistólica (máxima) no momento da doação não poderá exceder 180mmHg. A pressão diastólica (mínima) não poderá exceder 100mmHg.
Para todos os candidatos, a pressão sistólica (máxima) no momento da doação não poderá estar abaixo de 90mmHg e a pressão diastólica (mínima) não poderá estar abaixo de 60mmHg. Estes limites são determinados para proteção do doador, a fim de evitar que ele apresente reações adversas em função da doação.
 
Por que é preciso ter dormido para doar sangue?
O descanso prévio é necessário porque o cansaço físico pode favorecer a ocorrência de reações adversas na doação de sangue.
 
Por que é tão demorado doar sangue?
Para segurança tanto do doador quanto para o receptor, a doação de sangue exige uma série de cuidados que vai desde a realização de um cadastro completo, uma avaliação detalhada sobre a saúde do doador e a realização de um lanche pós-doação para reposição da perda líquida ocorrida durante o procedimento.
  
Pode-se fazer os exames e a doação de sangue no mesmo dia ou os exames são feitos num dia e a doação em outro?
Ao chegar à Fundação Hemominas para doar sangue, primeiro o doador fará um cadastro. Durante o processo, é importante a apresentação de um documento de identificação oficial, com foto. Feito o cadastro, o candidato à doação passará por uma entrevista com um profissional de saúde que avaliará se está apto a doar ou não, verificando critérios de proteção tanto para o doador quanto para o receptor. A seguir, será realizado um exame para verificar se o candidato possui anemia. Sendo considerado apto em ambas as etapas, o candidato realizará um pré-lanche e efetuará a doação. Os exames restantes (tipagem sanguínea e sorológicos) serão realizados após a doação.Cabe esclarecer que os exames que avaliam a presença de doenças transmissíveis pelo sangue podem apresentar resultados falsopositivos, em função da janela imunológica (ver descrição abaixo). A entrevista realizada antes da doação procura identificar as situações em que o candidato esteve exposto a situações de risco para doenças transmissíveis; caso haja interesse em confirmar esta possibilidade, a sugestão é que se procure um Centro de Testagem Anônima (CTA), onde os testes são realizados de forma gratuita e confidencial, ou um médico da confiança do interessado para obter mais esclarecimentos.
 
Por que existe um intervalo mínimo para doar novamente?
Para possibilitar a recuperação do sangue doado e, em especial, do estoque de ferro do organismo utilizado na produção de glóbulos vermelhos. Nas mulheres, esse intervalo é maior em virtude da perda de ferro no período menstrual.
 
Por que o candidato com crise de alergia não deve doar sangue?
 Porque durante a crise de alergia o doador tem substâncias (imunoglobulinas) circulando no seu sangue, que podem passar para o paciente e causar reações. Fora da crise, não existem motivos para impedir a doação.
 
Por que o candidato que teve resfriado, dor de garganta, gripe ou diarreia na semana anterior não deve doar sangue?
 Porque estes sinais e sintomas podem estar associados a infecções bacterianas que podem estar presentes na circulação sanguínea do doador e contaminar a bolsa de sangue, resultando em reações graves nos receptores.
 
Por que quem recebeu transfusão só pode doar sangue um ano depois?
Porque quem recebeu transfusão de sangue há menos de um ano pode estar no período denominado “janela imunológica”, no qual as infecções nem sempre são detectadas nos exames. O prazo de 12 meses para a doação de sangue inclui uma margem de segurança, que considera a variação do período de janela imunológica das diversas doenças transmissíveis pelo sangue.
 
O que é “janela imunológica”?
 Janela imunológica corresponde ao período em que o organismo já está infectado, mas ainda não produz anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados nos testes da triagem sorológica. O tempo correspondente varia de doença para doença e, com o aperfeiçoamento dos testes existentes e o desenvolvimento de outros, será possível a detecção cada vez mais precoce da infecção. Mas, por enquanto, é ainda na entrevista da triagem clínica que se pode levantar informações sobre situações de risco para janela imunológica. Daí, a importância da sinceridade do doador ao responder as perguntas feitas na triagem.
 
A ansiedade do candidato pode impedir a doação?
Sim, porque a ansiedade pode ser fator desencadeante de alguma reação indesejável (como por exemplo, a queda de pressão) durante a doação de sangue. No entanto, não há motivos para ansiedade, uma vez que, na triagem, há um profissional preparado para fornecer todas as informações sobre a simplicidade e segurança do processo de doação. Também, na coleta do sangue, o doador é acompanhado todo o tempo por profissionais experientes.
 
Quanto tempo o organismo leva para recuperar o sangue doado?
Na doação de sangue não há modificação significativa no número de plaquetas. O volume de sangue doado é reposto em poucas horas, o plasma em 24 horas e os glóbulos vermelhos entre duas e três semanas. Essa reposição está na dependência de fatores como: tipo e quantidade da alimentação, perdas hemorrágicas, como as menstruais etc. A doação não vicia nem obriga o doador a retirar sangue regularmente. Se isso fosse real, o paciente que perdeu sangue num acidente precisaria doar ou retirar sangue a intervalos regulares! 
 
Mesmo sendo cadastrada no hemocentro é preciso apresentar documento de identidade a cada nova doação?
Sim. A exigência da apresentação de um documento de identidade oficial com foto, a cada doação, está contida na legislação que determina o Regulamento Técnico para os Procedimentos Hemoterápicos. Além disso, este é um procedimento que garante a segurança quanto à adequada identificação do candidato à doação evitando que outras pessoas doem em seu nome.
 
 
Por que é preciso estar alimentado para doar sangue?
Por que o jejum favorece a ocorrência de reações adversas na doação de sangue. As mais frequentes são a hipotensão e, em alguns casos, o jejum poderia relacionar-se a náuseas e vômitos.
  
Por que é preciso aguardar algumas horas para doar depois das refeições maiores ou gordurosas?
Porque refeições com elevado índice de gordura podem interferir na execução dos exames.
 

Por que não se pode doar sangue estando com anemia ou após tratamento recente?
Porque o organismo necessita restabelecer suas reservas de minerais e vitaminas para poder responder adequadamente à doação de sangue e refazer o sangue doado. A doação precoce pode prejudicar o doador, causando o retorno da anemia.                             
 
 
Por que o uso de medicamentos interfere na doação de sangue?
Por motivos diversos. Alguns medicamentos podem causar reação alérgica nos receptores do sangue; outros, interferir na ação de medicamentos que o receptor esteja em uso e, por último, porque alguns medicamentos podem facilitar a ocorrência de reações adversas no doador no momento da doação de sangue. Para consulta de medicamentos que interferem na doação, verificar lista disponibilizada na seção Condições para doar sangue
 
Quem faz uso de passiflora e valeriana, ambos manipulados, pode doar sangue?
A passiflora e a valeriana não impedem a realização da doação de sangue.
 
 
Por que a grávida não pode doar sangue?
Por que a gravidez é um período em que o seu organismo necessita das reservas de vitaminas e minerais para um bom desenvolvimento do feto e que são utilizadas em caso de doação de sangue.
 
Por que a amamentação até um ano impede a doação?
Porque para a produção do leite materno a mulher necessita de grande quantidade de vitaminas e minerais. A doação de sangue nesse período pode precipitar a ocorrência de anemia ou carências de vitaminas pela dificuldade da mulher ingerir as vitaminas e minerais na dose necessária. Quando a criança atinge a idade de um ano, normalmente ela suga uma menor quantidade de leite por dia, já que já ingere outros alimentos. Assim, há uma redução da utilização dos micronutrientes e o impacto da doação de sangue é menor.
 
Pode-se doar sangue durante a menstruação?
A menstruação por si não impede a doação. Se a pessoa costuma apresentar cólicas intensas, necessitando uso de medicamentos, deve doar em um dia que não esteja apresentando dor.
 
Quanto tempo se deve aguardar para doar sangue após o parto ou aborto?
Após um aborto ou parto normal é necessário aguardar três meses para doar sangue. A cesariana impede a doação por seis meses.
 
 
Por que o tratamento dentário impede a doação?
Porque a cavidade oral (boca) é uma parte do corpo que apresenta grande quantidade de bactérias (germes) e quando ocorre sua manipulação, há entrada destas bactérias na corrente sanguínea. É necessário aguardar um período de segurança para que as defesas do organismo retirem estas bactérias da circulação, evitando assim que o sangue doado esteja contaminado. O sangue, quando fora do nosso organismo, é considerado um excelente meio de cultura para bactérias e isto permite que elas se multipliquem, o que poderia causar infecções maciças / graves em quem o recebesse. 

Exames

 
Por que quem fez endoscopia não pode doar nos seis (6) meses seguintes?
Este impedimento deve-se ao fato de alguns estudos terem demonstrado que tais exames podem estar relacionados à transmissão de alguns vírus. Aguarda-se um período de segurança para que seja possível detectar a doença, caso tenha sido adquirida. Porém, do ponto de vista de segurança transfusional, qualquer situação que envolva um risco de transmissão de infecções, mesmo que mínimo, deve ser levado em consideração.
  
A Fundação Hemominas realiza exames rotineiros de sangue ou para verificação de doenças sexualmente transmissíveis (DST)? 
Não. A Fundação Hemominas, além de receber doações de sangue, atende apenas pacientes portadores de hemoglobinopatias e coagulopatias hereditárias.
É bom lembrar que não se deve doar sangue para fazer exames, uma vez que o objetivo da doação de sangue é salvar vidas, mas deve-se proteger o paciente para que ele não adquira outra doença na transfusão. Pessoas interessadas em avaliar suas condições gerais de saúde ou esclarecer sintomas, devem procurar atendimento médico nos postos de saúde ou com seus médicos assistentes. Pessoas que estiveram expostas a situações de risco acrescido para aquisição de DST deverão procurar atendimento médico a fim de avaliar os sintomas ou receios e para verificar se serão necessários exames complementares ou apenas acompanhamento. Além disso, existem locais onde é possível realizar exames para pesquisa de doenças sexualmente transmissíveis (DST), gratuita e sigilosamente:os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Em Belo Horizonte existem dois CTAs: PAM Sagrada Família - (31) 3277-5757) - e Hospital Eduardo de Menezes (31) 3328-5011). Consulte também os endereços dos CTAs de todo o Brasil ou mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cta@aids.gov.br.
 
O que é hematócrito e qual o limite recomendado para doar sangue em segurança? 
O hematócrito é um exame utilizado para medir a quantidade relativa de hemácias no sangue. As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos, são as células responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo. A dosagem do hematócrito pela metodologia de microhematócrito é considerada com padrão ouro (método de referência) para avaliação de anemia, ou seja, é o melhor método disponível para este diagnóstico. Se for detectada a presença de anemia, o candidato à doação será encaminhado à avaliação médica, a fim de realizar outros exames para identificar a causa (várias condições clínicas podem levar à anemia) e receber o tratamento adequado.
 
Quem tem alergia à penicilina pode doar sangue? 
Candidatos que tenham apresentado reações graves, como reação anafilática, a qualquer medicamento (inclusive penicilina), substância ingerida ou de contato (como, por exemplo, com materiais submetidos à esterilização com óxido de etileno), não poderão doar sangue.
 
Mesmo que se façam, periodicamente, vários exames de sangue e, dentre eles, os de doenças como a AIDS, é preciso repetir os exames na Hemominas para que se possa doar sangue?
Sim. Os exames laboratoriais realizados pela Fundação Hemominas têm o objetivo de avaliar as condições de segurança de cada bolsa de sangue coletada, visando à segurança do receptor. Situações como a realização de exames em período de janela imunológica, em que a pessoa já está infectada, mas o exame ainda não identifica sua presença; a exposição a situações de risco para aquisição de doenças após a realização dos exames, algumas vezes, mesmo sem o conhecimento da pessoa (p.ex.: parceiro que se expôs a situações de risco), justificam a realização dos exames no dia da doação, permitindo identificar doenças previamente não diagnosticadas.
 
 
Por que quem consome bebida alcoólica com frequência não pode doar sangue, mesmo que já tenha parado de beber?
A restrição ocorre porque o uso frequente de bebidas alcoólicas pode afetar o fígado que, doente, pode não conseguir produzir adequadamente os fatores de coagulação. Na doação de sangue, a bolsa é fracionada em, pelo menos, três componentes, dentre os quais o plasma fresco congelado (PFC). O PFC é utilizado para repor fatores de coagulação em pessoas que estejam apresentando sangramento anormal. Assim, se o plasma de uma pessoa com doença hepática (doença do fígado) for utilizado, a transfusão pode não funcionar. Além disso, se o doador não estiver produzindo quantidades adequadas de fatores de coagulação, ele também poderá apresentar um sangramento anormal no local da doação, favorecendo ocorrência de hematomas.
 
Por que quem faz uso de drogas ilegais não pode doar sangue?
O uso de drogas injetadas na veia relaciona-se com frequência à transmissão de infecções, algumas delas graves, e que podem ser também transmitidas pela transfusão de sangue. Alguns estudos mostraram, ainda, a possibilidade de transmissão do vírus de hepatite C, via inalação.
 
 
Por que são feitas tantas perguntas a respeito da vida sexual (comportamento sexual) do candidato à doação?
Porque várias doenças transmitidas via relações sexuais são também transmitidas pela transfusão de sangue. Algumas delas podem também demorar a serem identificadas nos exames de sangue. Por isto, o triagista avalia se a pessoa esteve exposta a alguma situação com um risco maior que o habitual para adquirir doenças sexualmente transmissíveis (DST); uma vez que todas as pessoas sexualmente ativas são consideradas sob risco de adquirir uma DST. Não poder doar por uma determinada situação não significa que a pessoa apresente comportamento de risco, que seja de grupo de risco ou promíscua. Significa apenas que ela deve aguardar um prazo de segurança para que, se tiver adquirido alguma doença, o exame consiga detectá-la, protegendo o receptor do sangue.
 
 
Por que quem fez tatuagem ou maquiagem definitiva não pode doar por 12 meses?
Nestes procedimentos ocorre a perfuração da pele para implantação do pigmento. Mesmo que a agulha seja descartável (utilizada uma única vez), se houver o reaproveitamento de pigmentos, poderá ocorrer a transmissão de algumas doenças infectocontagiosas que podem ser transmitidas pelo sangue, como, por exemplo, hepatite por vírus B, que se caracteriza por uma longa sobrevivência no ambiente.
 

Por que quem fez acupuntura com profissional não autorizado ou em situações em que não seja possível avaliar as condições de antissepsia não pode doar por 12 meses?
Estes procedimentos perfuram a pele, havendo contato com sangue. Se houver o reaproveitamento de agulhas, poderá ocorrer a transmissão de algumas doenças infectocontagiosas que podem ser transmitidas pelo sangue, como, por exemplo, hepatite por vírus B, que se caracteriza por uma longa sobrevivência no ambiente.
 
 
Por quem colocou piercing em situações em que não seja possível avaliar as condições de antissepsia não pode doar por 12 meses?
Estes procedimentos perfuram a pele, havendo contato com sangue. Se houver o reaproveitamento de agulhas ou outros objetos perfurantes, poderá ocorrer a transmissão de algumas doenças infectocontagiosas que podem ser transmitidas pelo sangue, como, por exemplo, hepatite por vírus B, que se caracteriza por uma longa sobrevivência no ambiente.
 

Por que é preciso aguardar para doar sangue após a realização de cirurgias?
Algumas cirurgias impedem a doação de sangue em virtude da perda sanguínea a que o paciente foi submetido, o que pode ter reduzido suas reservas de vitaminas e minerais, dificultando a reposição do sangue após a doação. Outras cirurgias impedem a doação pela doença que gerou sua necessidade. O tempo de inaptidão é relacionado à extensão da cirurgia.
 

Por que vacinação recente impede a doação de sangue?
Algumas vacinas são produzidas com microorganismos vivos atenuados (enfraquecidos) que não causam doença em pessoas sadias. Em algumas situações em que a pessoa encontra-se debilitada como, por exemplo, quando em uso de grandes doses de corticoides, em quimioterapia ou com doenças graves como o câncer, a vacina pode levar à ocorrência da doença. Estas vacinas geram um período de inaptidão maior, prevendo-se que a resposta imunológica do receptor já tenha eliminado o microorganismo por ocasião da doação. As vacinas produzidas a partir de microorganismos mortos também impedem a doação, porém, por períodos menores; em virtude da possibilidade de ocorrência de reações adversas nos dias subsequentes à sua administração e de reações cruzadas nos exames sorológicos realizados no sangue doado.
 

Por que são feitas tantas perguntas sobre doenças ao candidato à doação, mesmo aquelas das quais já está curado?
Porque algumas doenças podem, apesar de estarem controladas, apresentar a persistência do microrganismo no organismo e serem transmitidas aos receptores, bem como, em alguns casos, a reação imunológica causada pela doença pode causar interferências nos exames de triagem. 
 
Por que quem teve hepatite depois dos 10 anos não pode doar sangue?
Porque depois dos 10 anos de idade a maior frequência da infecção é pelos vírus B e C, que podem ser transmitidos pelo sangue. Antes dos 10 anos de idade, a hepatite de maior incidência é a hepatite A, como já confirmado em estudos epidemiológicos. A hepatite A, após a cura, não deixa partículas virais ou vírus circulantes no sangue do indivíduo e, por isso, não há impedimentos para a doação de sangue.
 
Quem já teve epilepsia ou convulsão não pode doar sangue?
A lei brasileira que rege a hemoterapia, a portaria 1353 de 2011, do Ministério da Saúde, mudou esse critério e, agora, quem teve convulsões ou epilepsia no passado pode doar desde que seja, pelo menos, três (3) anos após a suspensão do tratamento e sem relato  de crise convulsiva no período.
Que outras situações impedem a doação definitiva de sangue?
A legislação vigente determina que serão definitivamente excluídos como doadores as pessoas que se enquadrem em uma das situações abaixo:

►tenham recebido hormônio de crescimento ou outros medicamentos de origem hipofisária;
►tenham recebido transplante de córnea ou implante de material biológico à base de dura-máter;
►tenham história familiar de Encefalopatia Espongiforme Humana (doença de Creutzfeldt-Jakob – mal da vaca louca);
►tenham permanecido no Reino Unido por mais de seis meses, consecutivos ou intermitentes, de forma cumulativa, de 1º de janeiro de 1980 a 31 de dezembro de 1996 ou por 10 ou mais anos, consecutivos ou intermitentes, de forma cumulativa, em Portugal, França e República da Irlanda desde 1980.
 
A Púrpura Trombocitopênica impede a doação de sangue?
A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) é uma  doença de natureza autoimune que se caracteriza pela queda no número de plaquetas no sangue, levando ao aparecimento de equimoses, petéquias ou sangramentos de mucosas.  Se tiver ocorrido na infância sem qualquer sequela, a pessoa está apta a doar. Se ocorrida na idade adulta, inaptidão definitiva.
 
A Fundação Hemominas trata angioedema hereditário?
A Fundação Hemominas é a instituição pública que atua na área de hemoterapia e hematologia. Na hematologia, tem a atribuição de realizar atendimentos para pessoas com hemoglobinopatias (doença falciforme) e coagulopatias hereditárias (hemofilias) no estado de Minas Gerais. Assim, as outras doenças hematológicas no Sistema Único de Saúde (SUS) são atendidas na rede referenciada de cada município. 
  
 
Que atividades profissionais devem ser interrompidas, por um período de tempo determinado, logo após a doação de sangue?
As atividades que podem colocar em risco a própria integridade física do candidato e de terceiros. Nesse caso, só poderão doar sangue os profissionais que tiverem disponibilidade para aguardar o tempo de repouso recomendado antes de retomar suas rotinas. Abaixo, as principais atividades que exigem repouso.
  • Desportistas, em função da hipovolemia (diminuição do volume sanguíneo) devem aguardar 24 horas para voltar a praticar em ritmo de competição os seguintes esportes: ciclismo, natação, alpinismo, esportes automobilísticos, moto de competição, judô, boxe, futebol, basquete, vôlei, corrida e similares.
  • Operadores de máquinas, condutores de veículos coletivos rodoviários e ferroviários devem interromper suas atividades por 12 horas depois da coleta. No caso desses profissionais, a possibilidade de reações pós-doação aumenta o risco de acidentes graves.
  • Mergulhadores, pilotos, paraquedistas, bombeiros e profissionais que atuam em andaimes devem interromper suas atividades por 24 horas depois da coleta. Isso porque a doação de sangue dificulta temporariamente a adaptação do organismo às alterações ambientais. Como resultado, esses profissionais podem ter tonturas, perda de consciência etc.
Que tipo de atividade física deve-se evitar depois da doação?
Deve-se evitar, por 12 horas, qualquer atividade que exija esforço físico (andar de bicicleta, carregar peso, fazer ginásticas, faxinas domésticas, lavar roupas a mão etc.).
 
É permitido dirigir depois da doação de sangue?
Sim, desde que em trajetos curtos (máximo 30 minutos). Para viagens de maior duração é recomendável aguardar pelo menos duas horas.
 
Pode-se manter relações sexuais após a doação de sangue?
Recomenda-se aguardar em torno de duas horas.
 
Pode-se fumar ou ingerir bebidas alcoólicas depois da doação de sangue?
Recomenda-se aguardar em torno de duas horas. Tanto o álcool quanto a nicotina provocam vasodilatação, o que pode levar à hipotensão.
 
 
O que é feito com o sangue doado?
O sangue doado é fracionado para envio aos hospitais e pacientes que estejam necessitando. O sangue é fracionado em 4 hemocomponentes principais:
  • Concentrado de hemácias (CHM) – é a parte vermelha do sangue que contém as hemácias, células sanguíneas, responsáveis pelo transporte do oxigênio para todo o       corpo humano.
  • Concentrado de plaquetas (CP) – é um componente claro, que contém as plaquetas, células responsáveis por um dos mecanismos de coagulação que impedem a continuidade do sangramento formando um tampão nos vasos sanguíneos.
  • Plasma fresco congelado (PFC) – é a parte líquida do sangue, clara e que contém fatores de coagulação responsáveis pelos outros mecanismos de coagulação, além da plaqueta.
  • Crioprecipitado (CRIO) – é um precipitado originado do descongelamento do PFC em temperatura de 4° C rico em fator VIII, fator XIII e fibrinogênio, muito utilizado para distúrbios de coagulação adquiridos por falta destes elementos.
O sangue é rotulado de forma a permitir sua rastreabilidade (possibilidade de identificar a origem do sangue doado em caso de reações adversas no receptor), porém, preservando o sigilo do doador. De acordo com a legislação brasileira a confidencialidade dos dados dos doadores deve ser mantida em todas as fases. São realizados exames para tipificação do sangue e identificação de doenças transmissíveis. Após a liberação de todos os exames, os hemocomponentes cujos resultados foram normais são liberados para distribuição aos hospitais e clínicas conveniados.
 
Qual a validade do sangue doado?
Cada hemocomponente possui uma validade. As plaquetas, por exemplo, só podem ser utilizadas por cinco dias após a coleta do sangue. É por isso que que os doadores devem comparecer regularmente. Uma redução no comparecimento afeta rapidamente o estoque de plaquetas necessárias a pacientes com distúrbios de coagulação.
  • Concentrado de hemácias (CHM) – 35 a 42 dias (dependendo da solução de conservação).
  • Concentrado de plaquetas (CP) – cinco dias.
  • Plasma fresco congelado (PFC) – um ano.
  • Crioprecipitado (CRIO) – um ano
O sangue doado na Fundação Hemominas vai para qualquer hospital de Minas Gerais?
A Fundação Hemominas atende aos hospitais da rede SUS no estado de Minas Gerais e a alguns hospitais e clínicas conveniados que atendem a pacientes com convênios de saúde ou particulares. Atualmente, a Fundação é responsável por aproximadamente 91% da cobertura hemoterápica do estado.
 
O sangue doado é vendido para os hospitais? Pode ser cobrada a transfusão de sangue em pacientes da rede privada ou suplementar?
O sangue doado não pode ser vendido de acordo com a legislação brasileira, nem o doador pode receber qualquer benefício em troca de seu sangue. Esta medida visa garantir a segurança de quem recebe a transfusão de sangue. Entretanto, para garantir a segurança da transfusão, são realizados vários procedimentos que apresentam custos, desde a realização do cadastro e da triagem clínica do doador aos exames sorológicos e de prova cruzada. Os custos de todas as etapas de liberação do sangue até a sua efetiva transfusão no paciente são cobrados dos hospitais e podem ser repassados aos pacientes particulares e aos convênios de saúde. Isto não significa que o sangue foi vendido, já que não foi agregado nenhum valor ao sangue para aquisição de lucro por parte do serviço hemoterápico.

Quais exames são feitos no sangue doado?
A liberação do sangue para utilização exige os seguintes exames:
  •  Imuno-hematológicos: tipagem ABO e Rh, pesquisa de anticorpos irregulares e pesquisa de hemoglobina S.
  • Sorológicos: são feitos exames para pesquisa de hepatites B e C, Doença de Chagas, sífilis, HIV e HTLV.
Quando um paciente necessita do sangue são realizados testes de compatibilidade entre o sangue doado e o do potencial receptor - a chamada prova cruzada. 

Direitos dos doadores de sangue/legislação

Quais os direitos do doador de sangue?
A  Lei 1.075 de 27 de março de 1950 dá direito à dispensa do ponto, no dia da doação de sangue para o funcionário público civil de autarquia ou militar). A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê, em seu artigo 473, que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada.
 
A compra do sangue poderia ser uma alternativa para resolver a questão da falta de doações?
Há muitos anos, no Brasil, a pessoa da qual se coletava o sangue recebia uma quantia em dinheiro. Vários problemas ocorriam, entre eles: algumas pessoas faziam disso um meio de vida, colocando, pelo número de coletas, sua própria saúde em risco. Outras pessoas colhiam sangue e não respondiam a verdade para não deixarem de receber o dinheiro. Tal comportamento colocava em risco a saúde e a vida dos pacientes que recebiam o sangue, uma vez que, mesmo realizando todos os exames, é possível a transmissão de doenças que tenham sido adquiridas recentemente em virtude da chamada janela imunológica. Para reduzir estes riscos, o Ministério da Saúde iniciou um programa de qualidade do sangue, PROIBINDO EXPRESSAMENTE a remuneração do sangue colhido. A condição de voluntário para aquele que doa seu sangue abre as portas para a tranquilidade do doador quanto à preservação da sua saúde e para sua responsabilidade e seu compromisso com as outras pessoas. A partir dessa iniciativa, a hemoterapia, principalmente no que se refere à segurança transfusional, melhorou muito. Hoje, o Brasil, com destaque para Minas Gerais, pode se orgulhar em ter uma das melhores hemoterapias do mundo, com segurança para o doador e para o paciente. Outras informações podem ser obtidas no site da Anvisa.
 
A Fundação Hemominas fornece atestado aos doadores de sangue?
 Sim. Os doadores podem gozar dos benefícios da Lei Federal n.º1075, de 27/03/1950 e do artigo 473 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que dispõem sobre a doação voluntária de sangue e permitem a dispensa, uma vez por ano, dos funcionários que tenham doado sangue. Para o candidato que não puder doar, é fornecida uma declaração de comparecimento ao hemocentro para justificar o atraso no comparecimento ao trabalho.

 
Mitos e crenças sobre doação de sangue

Quais os principais mitos e crenças relacionados à doação de sangue? 

Dentre eles, destacam-se:

  • "Quem doa sangue uma vez, tem que doar sempre".
  • "Doar sangue engorda ou emagrece, afina ou engrossa o sangue"
  • "Doar sangue dá coceiras".
  • "Doar sangue contamina o doador".
É preciso deixar claro que esses mitos, tabus e preconceitos remontam ao início da prática da hemoterapia e não têm nenhum respaldo ou comprovação científica. Essas crenças, que prevalecem ainda hoje em algumas regiões do país, surgem e persistem por causa da desinformação e da herança cultural.
 
Existe sangue artificial? 
Não, o sangue só pode ser obtido a partir de uma doação e é insubstituível. Existem, no momento, pesquisas para desenvolver substâncias que tenham a mesma ação da hemoglobina humana. No entanto, essas substâncias não substituirão totalmente os componentes obtidos na doação de sangue.
 
Doação de medula óssea

Quem tem transtorno bipolar pode ser doador de medula óssea? Transtorno Bipolar não impede a pessoa de se cadastrar como candidata à doação de medula óssea. O cadastramento pode se feito em qualquer unidade da Hemominas.

Quais os procedimentos necessários para se cadastrar como candidato à doação de medula óssea? O cadastramento pode ser agendado?
Os candidatos à doação cadastram-se em uma das unidades da Hemominas, onde preenchem alguns documentos e se colhe uma pequena amostra de sangue (5 ml) para que seja feito o exame de compatibilidade. Somente se houver compatibilidade é que a doação de medula se dará efetivamente. Informações e orientações sobre a doação de medula óssea estão disponíveis no site da Hemominas. Pode-se agendar a coleta de amostra nos hemocentros da Fundação, mas o prazo de agendamento não é uma decisão isolada da Hemominas e depende, em primeira instância, da disponibilidade dos laboratórios aptos a realizarem esses exames de alta especificidade técnica e que estejam cadastrados no Ministério da Saúde. Assim como todos os hemocentros públicos brasileiros, a Fundação atua apenas na orientação junto aos candidatos sobre os procedimentos para a doação de medula e na coleta das amostras, encaminhando-as a esses laboratórios . A partir desse momento, os hemocentros não têm mais participação ativa, não recebem os resultados dos exames de Histocompatibilidade (HLA) para determinação do “perfil genético” e não têm acesso ao Cadastro Nacional de Doadores de Medula (Redome). Cabe ressaltar que tanto o Instituto Nacional do Câncer (ao qual o Redome se subordina) como o Ministério da Saúde estão empenhados em ampliar a capacidade de realização desses exames laboratoriais. Por sua vez, a Hemominas também tem se empenhado administrativamente junto ao INCA e ao Ministério para que essa ampliação de coletas seja possível.
 
Como atualizar o cadastro para se candidatar à doação de medula óssea?
Para atualizar o cadastro em nosso sistema, é necessário o envio de dados: nome completo,data de nascimento, endereço e telefone.
Para atualizar dados no Redome(Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) deve-se acessar o link:
www.inca.gov.br/doador 
  
Quem tem Síndrome do Intestino Irritável pode candidatar-se à doação de medula óssea? Ser portador da Síndrome do Intestino Irritável, não impede a pessoa de se cadastrar como candidata à doação de medula óssea.
 
Ensino e Pesquisa
 
A Hemominas permite a realização de pesquisas ligadas à área de sua atuação?
Para que se possa desenvolver qualquer pesquisa na Fundação, é preciso que o projeto seja analisado e aprovado, de acordo com o fluxo informado no endereço www.hemominas.mg.gov.br

É possível obter informações sobre hemofilia dos tipos A e B, doença de von Willebrand e talassemia na Hemominas?
A Fundação Hemominas possui uma biblioteca aberta para consultas, de 08:00 as 18:00 horas, no Hemocentro de Belo Horizonte (Alameda Ezequiel Dias, 321, tel.: (031- 3248.4513), onde tais informações podem ser buscadas.
 
Currículos e estágios
 
Como os estudantes podem fazer estágio na Hemominas?
Os estudantes de Minas Gerais interessados em estágio devem contatar a Unidade da Fundação mais próxima para informações sobre as modalidades de estágio ofertadas e a disponibilidade de vagas. O cadastro para estágios também pode ser feito pelo site da Hemominas.
 
Como é o processo de seleção de funcionários na Hemominas? Pode-se cadastrar currículos via e-mail?
A Fundação não cadastra currículos por e-mail. A composição do quadro de funcionários da Hemominas se dá por meio de concurso público ou processo seletivo para contratação temporária. Recomenda-se ficar atento ao sítio da Fundação no qual são divulgadas todas as informações a esse respeito, bem como a forma de cadastramento curricular. 
 
 Informações gerais
  
Cordão umbilical
 
Como fazer para doar sangue de cordão umbilical? 
A Fundação Hemominas foi selecionada pelo Ministério da Saúde (MS) para ser um dos dez centros do país a abrigar um banco de sangue público de cordão. O projeto aguarda a liberação dos recursos financeiros, pelo MS, para a implantação efetiva desse banco, o que vai permitir a coleta e armazenamento do material.
 
Campanhas de conscientização
 
Como fazer para ajudar a divulgar a causa da doação de sangue?
A Hemominas pode disponibilizar aos interessados folhetos a serem distribuídos entre amigos, familiares, entre outros. Caso se consiga reunir mais pessoas para doar, pode-se agendar o procedimento em qualquer das unidades da Fundação. Com o agendamento, os candidatos à doação de sangue têm prioridade no atendimento, dentro da data e horário marcados.
 
Como fazer para organizar uma campanha sobre a doação de medula óssea?
Deve-se procurar a unidade da Hemominas mais próxima, onde serão fornecidas orientações sobre o assunto.
 
Como viabilizar a implantação de um Núcleo do Hemocentro em cidades interessadas?
Os serviços de Hemoterapia, devido à sua alta complexidade e alto nível de segurança exigido, determinam a necessidade de uma estrutura própria em equipamentos, recursos humanos especializados, rede física adaptada aos padrões previstos em normas específicas, dentre outros critérios, tudo isso a um alto custo financeiro. Desta forma, é impossível a instalação de uma unidade hemoterápica em cada município, o que representaria um ônus considerável para os cofres públicos municipais e estadual, considerando, ainda, todo o processo de implantação e manutenção do serviço.Por isso, a Fundação Hemominas adota o sistema regionalizado para atendimento da demanda de Hemoterapia e Hematologia em Minas Gerais, a exemplo de organizações nacionais e internacionais, considerando a importância de direcionamento dos recursos de investimento para a estruturação de redes assistenciais funcionais e resolutivas. Para tanto, possui 22 unidades espalhadas no estado, coordenadas pela Administração Central (BH), formando uma rede de cooperação integrada que garante os benefícios da atividade a todos os municípios. Outras informações poderão ser obtidas na Diretoria Técnico-Científica, na sede administrativa, em Belo Horizonte, telefone (31) 3280 7494.
 
Fornecedor
 
Como fazer para cadastrar empresas para participação em licitações como fornecedor?
Deve-se entrar em contato com o Serviço de Compras pelo endereço eletrônico: compras@hemominas.mg.gov.br ou tel (31) 3280 7463.
 
Apoio a pacientes
 
Como a Hemominas apoia os portadores de hemofilia e outras doenças?
A Fundação Hemominas é a referência no tratamento e acompanhamento de pacientes portadores de coagulopatias hereditárias no estado de Minas Gerais. A hemofilia é uma das mais frequentes dessas coagulopatias. O atendimento realizado nas unidades da Fundação engloba uma equipe multiprofissional (médicos hematologistas, infectologistas, fisioterapeutas, fisiatra, ortopedista, psicólogos, pedagogos, enfermeiros, assistente social, dentista). O tratamento de reposição de fatores é realizado com hemoderivados distribuídos pelo Ministério da Saúde. Além disso, em algumas unidades são desenvolvidos programas de integração social como curso de artesanato, artes, alimentação alternativa, educação de jovens e adultos não alfabetizados e semialfabetizados cadastrados no ambulatório etc.
 
Coleta externa
 
Existe coleta de sangue feita diretamente nos municípios interessados?
É possível promover coletas de sangue em municípios próximos às unidades da Hemominas. Para realizar esse trabalho é necessário avaliar a distância, número provável de candidatos à doação, local para montagem do "posto de coleta", dentre outros.
 
Quais os requisitos e a infraestrutura básica para a realização de uma coleta externa?
É necessário contatar as unidades da Fundação e agendar, com antecedência, a provável data da coleta, bem como verificar a existência de um espaço no local, a ser avaliado por um técnico da Hemominas, segundo as exigências da Vigilância Sanitária. Deve-se observar características como: espaços para recepção de candidatos e realização de triagem médica, coletas, mobiliário (cadeiras e mesas), pontos de luz e energia, banheiros, entre outros, além de um pré-trabalho de divulgação e sensibilização para a doação. Será necessária a assinatura do Termo de Compromisso, pelas partes. Também, a coleta não deverá ocorrer simultaneamente com datas festivas desvinculadas do propósito de salvar vidas como Rua do lazer, Ações Integradas de Cidadania etc. O não cumprimento das solicitações feitas poderá tornar o local inadequado às atividades e, consequentemente, levar ao cancelamento da coleta. Se, no momento da coleta, for detectado algum problema que cause transtornos ao andamento das atividades (fluxo de atendimento, calor excessivo, falta de água ou energia, não funcionamento de tomadas elétricas, etc), serão propostas soluções. Caso não seja possível, a coleta será cancelada ou interrompida. 
 
Palestras
 
É possível agendar palestras sobre o projeto Doador do Futuro nos municípios interessados?
O desenvolvimento do trabalho de formação do doador do futuro é possível, desde que a Fundação tenha condições para sua realização. Os próprios alunos podem solicitar a palestra; no entanto, é necessário um encaminhamento formal da escola (direção ou professor) para que a solicitação seja atendida. No menu unidades, pode-se entrar em contato com a unidade mais próxima da cidade interessada.
  
Existe a possibilidade de a Hemominas dar palestras em empresas para a captação de doadores de sangue?
Não só é possível, como muito importante. Em Belo Horizonte, entrar em contato com o Serviço de Captação do Hemocentro de Belo Horizonte - (31) 3248 4516 / 4517 - ou com o Serviço de Captação do Posto de Coleta no Hospital Júlia Kubitschek - (31) 3336 0880, região do Barreiro. No interior, consultar o menu Unidades, onde estão disponibilizados telefones e endereços de todas as unidades da Fundação Hemominas .
 
 
 

 

 
Bibliografia
1-        RDC 153 – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Brasília – DF – 2004 – disponível em http://www.anvisa.gov.br/sangue/legis/sangue_componentes.htm#resolucoes
2-        Manual de Normas e Procedimentos de Atendimento ao Doador – Fundação Hemominas – 2010. Aprovação publicada no Minas Gerais em 09/07/2010.
3-        Telelab: Captação de Doadores de Sangue – Brasília: Ministério da Saúde, Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. 2001
 Fonte: Diretoria Técnico-Científica da Fundação Hemominas
 

 

 



Fonte: Diretoria Técnico-Científica | Atualização: 11 de Março de 2013 |
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